Os cálculos urinários ou urólitos, popularmente conhecidos como “pedras”, ocorrem com freqüência nos cães e se formam na bexiga e uretra. Os cálculos renais, ou seja, que se formam dentro dos rins, são de ocorrência mais rara.

Muitas vezes, os cálculos se formam por uma predisposição genética do animal. No entanto, infecções urinárias, deficiência de vitamina A, tipo de alimentação e retenção de urina são alguns fatores que facilitam a conseqüente formação de urólitos.

Os cálculos urinários acometem com maior freqüência animais entre 1 e 6 anos de idade e principalmente do sexo masculino.

Animais acometidos geralmente apresentam sangue na urina, dificuldade de urinar, gotejamento da urina, dor abdominal, apatia e falta de apetite. Alguns cães ficam totalmente sem conseguir urinar por obstrução das vias urinárias.

Além dos sinais clínicos, o diagnóstico pode ser feito através da palpação da bexiga onde muitas vezes o veterinário consegue “sentir” os cálculos. O diagnóstico definitivo, porém só é conseguido através de um exame de urina e de um raio-x da bexiga.

Existem vários tipos de cálculos que são classificados de acordo com o mineral existente em sua composição. Cada cálculo exige um tratamento clínico especifico, mas cálculos muito grandes, independentes de sua classificação, somente são removidos através de procedimento cirúrgico.

Animais que já tiveram cálculos ou são predispostos ao seu aparecimento, devem fazer tratamento preventivo e serem monitorados através de exames de urina freqüentes.

Dra. Vanessa Mollica Caetano Teixeira

Médica veterinária – UFV

Especialização em clínica e cirurgia – UFV

Mestrado em cirurgia – Unesp – Jaboticabal